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REQUEIJÃO CREMOSO
leite desnatado cru ou leite integral
creme de leite
( a metade obtida no desnatamento),
sendo ½ litro de creme para cada 10 litros de coalhada
corante vegetal (urucum)
sal refinado (18 grs a 20 por kg de requeijão)
Coagulação:
Deixe o leite coagular naturalmente,
por um dia (é importante não usar coalho);
no dia seguinte, fazer a dessoragem.
Dessoragem:
aquecer a coalhada até 50°C, em fogo brando,
durante alguns minutos,
procurando revolvê-la lentamente com uma pá de madeira
e empregando um termômetro para o controle da temperatura indicada.
Durante o aquecimento a massa separa-se completamente do soro.
Atingida a temperatura de 50°C,
e com a massa completamente separada,
tira-se o tacho do fogo e coa-se a coalhada
em saco de pano comum bem limpo.
Primeira lavagem da massa:
Essa operação é feita com a finalidade de baixar a acidez da massa.
Esta, depois de obtida deve ser esfarinhada com as mãos no fundo do tacho.
Em seguida, colocar 20% de leite desnatado fresco
( 20% em relação ao leite inicial, isto é,
2 litros de leite desnatado para cada 10 litros de coalhada).
Voltar o tacho para o fogo brando
e aquecê-lo novamente, até 50°C ou 55°C.
Com o aumento da temperatura o leite coagula,
formando-se outra vez massa e soro separados.
É importante observar que os movimentos com a pá são imprescindíveis,
para evitar que a massa grude no fundo do tacho;
em seguida ela é retirada,
espremida ligeiramente com as mãos
e esfarinhada no tacho novamente,
para se proceder à segunda lavagem.
Segunda lavagem:
É feita, também, com finalidade de diminuir o nível de acidez
( ponto muito importante na fabricação, pois uma massa muito ácida não funde).
Para realizar essa operação deve-se usar 8% de leite desnatado fresco
(8% em relação ao volume do leite inicial,
ou seja, 0,8 litro para cada 10 litros de coalhada).
Essa quantidade pode ser menor,
caso a coalhada apresente pouca acidez
( portanto, quando mais ácida, maior a quantidade de leite necessária).
A lavagem é feita segundo o método usado na primeira;
serão necessárias, isto é, enquanto se observar coagulação do leite.
Depois, tira-se o tacho do fogo
e espreme-se a massa muito bem com as mãos,
enxugando-a o melhor possível.
Fundição:
Quando a massa estiver totalmente sem acidez e enxuta,
recolocá-la no tacho bem limpo.
Deve-se usar fogo brando e contínuo até a fundição,
sempre mexendo com a pá de madeira.
Chega-se ao ponto de fundiçao quando a massa fica fina,
agarrando no fundo do tacho e também na pá.
Nesse momento,
coloca-se a metade do creme de leite a ser usado
e algumas gotas de corante,
com o cuidado de mexer sempre,
e espera-se que haja absorção.
Uma vez absorvida a primeira parte do creme,
põe-se o restante e o sal,
este na base de 18 g a 20 g por quilo de requeijão
( 10 litros de leite desnatado dão 1 kg de requeijão).
Desejando-se um mais mole,
acrescenta-se um copo de leite integral para cada quilo de massa.
Mexe-se até chegar novamente ao ponto
e coloca-se o produto em fôrmas apropriadas.
Conforme a vontade do produtor,
podem ser usadas as embalagens mais variadas:
saco plástico, papel celofane, papel impermeável,
caixa de papelão, parafina, copos, etc.
O corante a ser usado é de origem vegetal
e pode ser feito pelo próprio sitiante.
Basta pegar sementes de urucum,
das quais se extrai o colorau,
colocá-las inteiras em uma garrafa com álcool,
agitá-las um pouco, para que a tinta possa sair,
e coar o extrato em peneirinha de nailon:
está pronto o corante.
A quantidade a ser usada
é a necessária para dar um tom mais creme ao requeijão.
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